SERTÃO, NOSSO SERTÃO

É comum nesse período seco pelo qual estamos passando, vermos muito sofrimento pela falta de água, consequentemente falta também o alimento na mesa, animais morrem, o estado de saúde de famílias se agrava, por muitas vezes utilizarem água sem o devido tratamento.

Quando vamos ver o nosso sertão com o desenvolvimento que desejamos/esperamos, lembro que em 2007 realizei um diagnóstico em Canapi e quando perguntava qual o principal problema da comunidade, em sua maioria a resposta era a mesma, ÁGUA, depois de 5 anos nada mudou, se novamente voltasse a perguntar a resposta seria a mesma. Porém o problema não é a água, ou melhor, a falta dela, no sertão quando chove, chove bem, o problema está nos espaços para captação da mesma, são poucos e os que temos são pequenos, com pouca capacidade de acumulo. Já sabemos que isso impede o bem estar de nossas famílias. Por que esperar que todo ano a mesma “tragédia” se repita, será que é para utilizar o famoso arrecadador de votos, o carro-pipa?

Porém não podemos descartar que muita coisa mudou, o programa P1MC já construiu muitas cisternas para consumo humano, O P1+2 construiu algumas para produção, ambos programas desencadeados do governo federal, a prefeitura também através do governo federal construiu inúmeras, mas parece que ainda não é suficiente. O governo de Dilma teve uma atitude louvável com o lançamento do programa “água para todos”, parecido com o “luz para todos”, do governo do nosso eterno presidente Lula, pretende-se levar cisternas a todas as famílias que necessitam de alternativas para captação de água.

Esperamos que Canapi seja contemplada em breve, agora é preciso que as famílias cuidem desses “presentes” porque o que vemos em alguns casos são cisternas sujas sem o mínimo de cuidados necessários, lembrando que o governo não está dando, você mesmo está pagando, esse recurso é advindo de nossos impostos, do nosso suor, do nosso trabalho. Vamos cuidar bem pra que não seja um monte de elefantes branquinhos jogados ao relento, sabemos bem a utilidade e a necessidade nesse momento árduo.
Dica
Com relação aos cuidados com a maior vida útil da cisterna, recomenda-se:

·         Fazer a limpeza anual (interna e externa);

·         Fazer a manutenção preventiva e corretiva da estrutura física e de captação da cisterna;

·         Evitar que a cisterna permaneça muito tempo vazia com riscos de rachaduras;

·         Capacitação técnica e comportamental dos beneficiários, focada na conservação e manutenção (pinturas...).

·         Limpar sempre a calha evitando que sujeiras entrem dentro da cisterna nas fortes chuvas.

Curiosidade
O valor médio de uma cisterna para consumo humano de 16.000 litros é de R$ 1.600,00. Já a cisterna para produção de 52.000 litros tem um valor médio de 5.500,00 incluindo um kit produtivo.

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